Os nossos filhos e as tecnologias

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Uma das razões pelas quais tenho andado menos por aqui é esta: nós adultos hoje em dia estamos completamente “metidos” nas muitas tecnologias disponíveis em qualquer casa. À distância de um clique no telemóvel, tablet, computador ou televisão, temos acesso a tudo o que a Internet nos oferece.  O cenário presente é cada vez mais tecnológico. Lá em casa, eu tenho duas filhas que já sabem desbloquear telefones, ir ao youtube, escolher os vídeos que querem ver (e que nem sempre são apropriados para as idades delas). Normalmente só vêm bonecos no telefone ao fim-de-semana, porque durante a semana quando chegamos a casa queremos é estar com elas, e dar-lhes um telefone para as mãos significa que já não ouvimos nem mais uma palavra da boca delas. Não vemos televisão praticamente nenhuma, por isso acho que a coisa até está bastante controlada.

Children see, children doQuando há uns tempos o meu marido e eu falámos sobre esta etapa do crescimento delas, percebemos que tínhamos que pôr mais os telefones e computadores de lado. Agora é fácil controlar, mas estamos a preparar não só a infância mas também a adolescência das nossas filhas, e temos de nos preocupar já com o que queremos que essas fases venham a ser. Queremos que as nossas filhas gostem de brincar ao ar livre, que sejam sociáveis e extrovertidas, que sejam educadas (que não levem os telefones para a mesa de jantar, que saibam ter uma conversa sem se agarrar às redes sociais), e sabemos que, por agora, o nosso exemplo é tudo. Como é que eu posso dizer à minha filha Helena que não pode ver o Panda porque eu quero conversar com ela, se quando ela quer que eu brinque com ela eu estou agarrada ao telefone?

Neste tema que me parece muito importante, aconselho este livro que estou a ler agora: “I Agora?”, da psicóloga Rosário Carmona e Costa. É um livro simples e de leitura muito fácil para nós leigos, que responde a muitas dúvidas legítimas de todos os pais: O que é um tempo adequado de ecrãs por dia? Como incluir de forma positiva a televisão na rotina diária? Podemos usar os “10 minutos de televisão ou computador como prémio de bom comportamento”? Será que o meu filho é dependente do tablet? A partir de que idade faz sentido uma criança ter uma conta de Facebook?

Este livro tem também um capítulo final com regras de ouro para os pais e encarregados de educação em geral: dedicar tempo, elogiar mais para ralhar menos, dar ordens como deve ser, e não vacilar em público. Recomendo mesmo muito esta leitura!

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2 Comentários em “Os nossos filhos e as tecnologias

  1. Obrigada pela sugestão,Teresa! Vou adquirir! Tenho um filha de 2,5 anos com um mano a caminho e por isso identifico me muito com as suas preocupações.A propósito,partilho o livro que estou a ler pois acho que vale muito a pena: Educar na Curiosidade de Catherine L ‘Ecuyer.Tudo de bom para si e família.Um beijinho

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