O desafio que tenho em mãos

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Sou uma mulher feliz. Aos 27 anos, sinto que já conheço muitas realidades que me vão acompanhar o resto da vida. A realidade de ser casada, de ser mãe, de ter a minha independência, e de misturar isso tudo numa realidade às vezes bem complexa. Sou uma mulher feliz, muito realizada, e só por isso tenho à-vontade para escrever as próximas linhas.

Ter filhos, e tê-los seguidos, dá uma trabalheira desgraçada. Mas conforta-nos saber que não estamos sozinhas neste desafio, que quisemos e aceitámos de braços abertos. Não estamos sozinhas quando chegamos a casa e queríamos descansar no sofá em vez de ir brincar às cozinhas com os legumes de plástico que “comemos” todos os dias. Não estamos sozinhas quando vamos numa viagem que já dura há quase duas horas e, dez minutos antes de chegarmos, uma delas se sente mal e deita o almoço todo em cima dela (e de mim!). Não estamos sozinhas quando não sabemos há quantas noites dormimos pela última vez sem interrupções. Não estamos sozinhas quando fazemos planos para a tarde de Sábado e chegamos à noite sem ter conseguido fazer nada de nada do que tínhamos previsto. Não estamos sozinhas quando ficamos felizes de haver uma alma caridosa que as leva a passear para nós descansarmos, mas nos deixa com peso na consciência por as ter deixado ir. Não estamos sozinhas quando tudo o que nos apetece é um jantar fora a dois, mas abandonamos todos os planos quando nos lembramos que elas já estiveram todo o dia sem nos ver e já é noite e não percebem onde está a mãe que nunca mais chega a casa.

Na viagem de avião aproveitei para pôr muita leitura em dia, praticamente só sobre os temas da família, dos filhos, do respeito, da convivência, da educação, etc. Temas em que nunca é demais pensar, naquela lógica de me formar a sério também nesta área, que é uma das mais complexas e desafiantes com que alguma vez me vou deparar. E fiquei satisfeita com as conclusões: que esta é uma fase de enorme absorção e dependência de mãe, e daqui a pouco tempo acaba (e deixa muitas saudades); que os pais fazem mais pelos filhos do que eles alguma vez poderão retribuir; que brincar com as minhas felizes é a maior alegria que eu lhes posso dar, ainda que as brincadeiras sejam sempre as mesmas; que nesta fase elas testam limites, que é natural que assim seja, e que é importante estabelecer esses limites. E que cada filho faz de nós melhores pessoas, porque menos preocupados com coisas sem importância e mais atentas a quem nos rodeia.


Helena e Matilde: Sobretudos Bóboli (saldos)
Teresa: Blaser Mango (antigo) ♦ Camisola Ralph Lauren ♦ Calças Massimo Dutti ♦ Brincos Majorica


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