Ideias à solta

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Nunca fui boa a escrever para encher à exceção das redações dos primeiros anos de escola em que se a Teresa era a certinha e boa aluna eu fazia questão de ser a ovelha negra de forma a ser distinguível. Coisa de gémeas, nada a apontar ou a estranhar. Depois comecei a ser leitora assídua, uns livros melhores que outros. Escolhia-os pela última página e decidia comprá-los se o final fosse feliz porque para finais difíceis já havia a adolescência (peanuts, vejo agora). Com o passar dos anos comecei a querer mais dos livros, uma promessa de vida quase. Apaixonava-me pelos autores porque os idealizava como queria.

Sabia que essa imagem corresponderia ao homem com quem casaria e todas as noites, antes de fechar os olhos, lembrava-o nas minhas orações, onde quer que estivesse e quem quer que fosse. Não tinha pressas para o conhecer, aconteceria como tivesse que ser e foi mesmo. Nestas coisas a dose de confiança que pomos define a forma como vivemos esses tempos, acredito que sim. E sabia que esse era real, ao contrário dos autores como Dostoiévski e Tolstoi que foram reais para alguém, para alguma. Continuava sem jeito para escrever, não havia ilusões. Mas começava a ganhar as palavras que poderia usar para fazer uma organização de ideias por escrito.

E foi assim que começou. Tive um blog de texto, um blog que ainda me traz saudades a cada dia sete do mês. Não tinha periodicidade de escrita, era quando calhava. A inspiração desce quando quer, não somos nós que a chamamos. E no segundo em que se dá, ou pegas ou largas. Se pegas para deixar a meio, larga-a. Vai exigir-te dois minutos seguidos ou nem vale a pena começares porque vai sentir-se traída e demorará a voltar, como uma miúda mimada. E por isso às vezes era no metro, outras vezes à chuva e outras ainda antes de adormecer. E insistia em não a largar, não te largo. Porque quando cá dentro há uma confusão das grandes o papel é a minha solução.

E como a outra dizia, isto cá em baixo é mesmo caótico, tantas vezes. Não percebemos caminhos, frustrações nem que as coisas não corram como queremos. Mas isso é porque vemos o lado feio do bordado, o dos nós e dos remendos. Do outro lado está a tecer-se um desenho único, como é a marca que cada um deixa na vida dos outros – nos meus, nos teus e nos nossos. Mas esse lado só veremos um dia mais tarde, quando tivermos capacidade para ver tudo aquilo que foi a obra da nossa vida.


CAMISOLA EM MALHA MASSIMO DUTTI (SALDOS) ♦ CALÇAS SKINNY MASSIMO DUTTI ♦ ÓCULOS PRADA ♦ BOTAS DE CANO ALTO UTERQUE (OLD)


Untitled

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